segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Educação Especial e Reabilitação
De um modo geral o Técnico de Educação Especial e Reabilitação (TSEER) intervém em 3 áreas distintas:
- Psicomotricidade (Intervenção precoce e Terapia Psicomotora)
- Actividade Motora Adaptada (Condição física e Desporto adaptado)
- Autonomia Social (Competências Sociais, Cognitivas e de Adaptação)
1. Psicomotricidade:
Engloba o estudo do desenvolvimento psicomotor, dos seus factores tónicos, posturais, gnósticos e práxicos e dos seus síndromas disfuncionais com base numa abordagem neuropsicológica e clínica no âmbito da observação e da intervenção educativa, reeducativa e/ou terapêutica, tendo como enfoque a unidade psicossomática do indivíduo.
- Intervenção Precoce: tem como objectivo facilitar e/ou maximizar o desenvolvimento de bebés e crianças que apresentam disfunções específicas ou atrasos de desenvolvimento, e que por esta razão se encontram em situações de risco.
Destina-se a crianças dos zero aos seis anos, portadoras de deficiências ou em situações de risco biológico e/ou envolvimental.
- Terapia Psicomotora: tem como objecto de intervenção a criança ou o jovem, através do seu corpo em movimento e em relação ao seu mundo exterior e interior. Baseia-se no conceito de que o corpo é a origem das aquisições cognitivas, afectivas e orgânicas.
Destina-se a crianças ou jovens em idade escolar com Necessidades Educativas Especiais (NEE), como:
- Défice de atenção e concentração;
- Problemas de memória (auditiva, visual, etc);
- Défice de organização perceptiva;
- Síndromas ou deficiências específicas;
- Perturbações do esquema corporal e da lateralidade;
- Hiperactividade e/ou impulsividade;
- Problemas de Estruturação Espacio-Temporal;
- Dificuldades de Coordenação Motora (motricidade global e fina);
- Dificuldades de raciocínio e reflexão.
2. Actividade Motora Adaptada:
Engloba a aplicação e o desenvolvimento de técnicas e estratégias de intervenção pela actividade motora em diferentes, adaptadas às características particulares das diferentes áreas de deficiência e às características das populações envolvidas - factores biopsicológicos e socio-desenvolvimentais.
- Condição Física: avaliação, prescrição e desenvolvimento de programas com o objectivo de melhorar os parâmetros funcionais.
- Desporto Adaptado: avaliação, prescrição e desenvolvimento de programas que visam a participação do indivíduo em contextos formais de competição.
A quem se destina:
- Crianças, jovens ou adultos com deficiência (física ou mental)
- Idosos
3. Autonomia Social:
Tem como finalidade a inclusão social das pessoas com necessidades especiais (população idosa, com deficiência ou multideficiência) e engloba a aplicação de programas que visam o estudo do comportamento adaptativo nas suas diferentes vertentes (cognitivo, psicológico e social) e das adaptações necessárias nos diferentes contextos ecológicos (família, escola, emprego e comunidade);
- Desenvolvimento Pessoal e Social: facilitar o relacionamento interpessoal e engloba as componentes da comunicação (verbal e não verbal), estratégias para resolução de problemas, desenvolvimento de competências sociais e treino assertivo.
- Treino Cognitivo: promoção da modificabilidade cognitiva estrutural e a adaptabilidade da criança ou jovem, associadas ao desenvolvimento dos pré-requisitos de aprendizagem e à compensação de disfunções cognitivas, de recepção, integração, elaboração e expressão da informação.
A quem se destina:
Crianças ou jovens com:
- Necessidades Educativas Especiais
- Dificuldades no relacionamento interpessoal
- Problemas de memória e retenção da informação- Problemas de raciocínio
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Psicopedagogia
Terapia da fala
É o serviço de saúde a que compete a prevenção, avaliação/diagnostico e tratamento da comunicação humana e suas perturbações, considerando que esta engloba todas as funções associadas á compreensão e expressão da linguagem oral, assim como todas as formas de comunicação não-verbal.
Intervenção em Terapia da Fala:
Objectivo: Promover a eficácia comunicativa da pessoa (criança ou adulto) no seu meio social, educacional e profissional, tendo em consideração quer as suas características pessoais, quer as do meio envolvente.
A capacidade de comunicar eficazmente poderá ser comprometida em qualquer idade, fruto de causas inatas (ex. surdez, deficiência mental, etc.) ou adquiridas (ex. lesão cerebral por a.v.c., etc.).
Áreas de intervençao:
- Perturbações da linguagem
Na criança: Atraso do Desenvolvimento da Linguagem (ADL)
Perturbação Específica da Linguagem (PEL)
Dificuldades de Aprendizagem
No adulto: Afasia
Perturbações Cognitivo-linguísticas
Perturbações da fala
Alterações Articulatórias
Disartria
Apraxia
Gaguez
Disfonia
Sinais de risco:
Em idade pré-escolar
- Durante o 1º ano de vida é um bebé silencioso, não brincando através de jogos vocais;
- Aos 2 anos ainda não fala ou só produz vogais;
- Aos 3 anos não produz uma frase completa, e/ou tem dificuldades em compreender pedidos/recados), e/ou não acompanha as outras crianças da mesma idade (ex. tem dificuldade em aprender as canções ensinadas);
- Aos 4/5 anos o seu discurso é pouco estruturado, sendo só compreendido pelos pais.
- Tem problemas de rendimento escolar;
- Omite ou troca sons nas palavras;
- Tem dificuldade em associar o som á letra correspondente e vice-versa;
- Não realiza, sem ajuda, as tarefas propostas;
- Tem dificuldades de interacção com os colegas (ex. os colegas não o entendem).
- rouquidão persistente;
- Necessidade de esforço para falar;
Demora em produzir som;
- Substituição de sons ou palavras;
- Dificuldade actual em compreender o que lhe é dito ou em expressar-se coerentemente, quando no passado não evidenciava essas dificuldades.
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Casais e famílias – Terapia Familiar
A família ou o casal traz ao consultório queixas sobre os mais diversos temas, tais como crises conjugais, problemas de relacionamento entre irmãos, mudanças de escola, problemas escolares ou de comportamento dos filhos, envolvimento com drogas, lutos, doenças, entre outros.
São relatos de sofrimento e de dificuldades presentes na vida quotidiana da família. O terapeuta busca, juntamente com o casal, facilitar a abertura de um espaço para a conversa e reflexão não só sobre o problema que os motivou a procurar apoio, mas sobre toda a dinâmica relacional que existe entre o casal e os membros da família. Deste modo , surgem novas maneiras de entender o contexto de crise que enfrentam e novas possibilidades de lidar com a situação que os motivou a buscar ajuda profissional.
O contexto terapêutico da terapia familiar não demanda, necessariamente, a presença de todos os integrantes da família. Desta forma, pode-se começar o processo realizando sessões com todos os membros da família, outras apenas com o casal, só com os filhos, ou até mesmo outras combinações entre os membros da família. Isso varia de caso para caso e depende do decorrer do processo terapêutico. Acima de tudo, é sempre uma decisão tomada conjuntamente, entre os clientes e o terapeuta.
Psicologia para Adultos
A questão do ser e da condição humana deveria emergir como grande reflexão do nosso tempo. No nosso quotidiano, deparamo-nos com inúmeras questões que exigem uma posição ética, crítica, mas, ao mesmo tempo, nos vemos invadidos por uma grande falta de sentido, um vazio existencial, e falta de referências externas que nos guiem nesses momentos. As exigências da actualidade impõem-se de tal forma que vivemos apressados e não encontramos tempo para reflectir sobre nós mesmos e sobre as nossas vidas.
Isso acarreta o aparecimento de vários tipos de adoecimento, com os mais diferentes sintomas: ansiedade, depressão, impotência sexual, stress, fobias, síndrome do pânico, transtornos alimentares, dificuldades de relacionamento, problemas conjugais, entre outros.
Além disso, enfrenta-se grandes dificuldades com as crises evolutivas, como a adolescência, maternidade ou paternidade, a menopausa e, também, as mudanças de emprego, de cidade, separações, lutos por entes queridos, entre outras ocorrências que nos atingem.
Um processo psicoterapêutico pode ajudar na compreensão de si mesmo e de sua forma de se relacionar com os outros, auxiliando no entendimento dos vários tipos de sintomas físicos ou crises que nos causam sofrimento, possibilitando um viver com mais qualidade e bem estar.
Psicologia para Adolescentes
Na adolescência, quase tudo se renova e se transforma. Os corpos, gestos, pensamentos, emoções, desejos, direitos e responsabilidades. É a fase de transição onde se despede da infância e encontrada uma nova identidade. É a fase de experimentações, dúvidas, ilusões, ousadias, conquistas externas e internas que marcam uma nova forma de ser e estar no mundo.
É na adolescência que surge o momento de estabelecer novos laços fora do ambiente familiar. Amigos, amores, paixões, parcerias que compartilham visões de mundo que os diferenciam dos pais, reafirmam sua singularidade, a busca de uma nova identidade pessoal.
A excessiva exposição ao risco, impulsividade, experimentações, rebeldia, comportamentos transgressores, comportamentos aparentemente patológicos e abuso de drogas são situações que fazem os pais pensar sobre como lidar com elas sem interferir no bom desenvolvimento do adolescente. Cabe à família a moderação das atitudes do adolescente que têm um limite entre o saudável e o patológico. Nesse período, a orientação profissional de um psicólogo ajudará no desenvolvimento psicológico e social do adolescente.Para isso, é necessário enfrentar os inevitáveis conflitos de gerações e procurar compartilhar esse trajecto com eles, sempre respeitando a busca pela independência característica dessa fase.
A proposta da terapia com adolescentes é oferecer um espaço "neutro", uma "escuta especializada" e atenta de um psicólogo, onde ele possa se sentir livre para falar de suas angústias, anseios, desejos, medos, ideias e dúvidas, buscando informações sobre questões que normalmente surgem nessa fase do desenvolvimento. É um espaço para pensar sobre sua nova condição de existir e sentir-se acompanhado nesse momento de mudanças, o que pode lhe possibilitar amadurecimento e desenvolvimento pessoal.
Psicologia Infantil
A ludoterapia possibilita a expressão de conteúdos internos: sentimentos, medos e desejos, o que possibilita compreender e elaborar angústias e situações traumáticas. Através do lúdico, acontece um processo de compreensão de si mesmo e das relações com os outros, o que possibilita aprendizagem e aquisição de experiência.
Além dos atendimentos psicológicos com a criança, realizamos entrevistas iniciais com os pais e, ao longo dos atendimentos, sessões de orientação psicológica.
As informações abordadas nas sessões são sigilosas?
Quando procurar um Psicólogo
Muitas pessoas podem se beneficiar de um processo de psicoterapia, o que contraria a crença de que “psicólogo é coisa de malucos”.
Não existe um único motivo que justifique as pessoas procurarem um psicólogo. Algumas pessoas procuram esse tipo de tratamento quando enfrentam um momento de crise nas suas vidas (separações, perdas de entes queridos, situações de stress pós-traumático, perda de emprego, ou então, em fases do desenvolvimento humano que podem propiciar crises evolutivas, tais como a adolescência, o casamento, a paternidade e maternidade, a menopausa, reforma) ou, ainda, quando sentem sintomas variados, tais como ansiedade sem causa definida, depressão, falta ou excesso de apetite, insónia, tristeza.
O que é a Psicoterapia?
A psicoterapia é um processo constituído de encontros semanais, de duração previamente determinada ou não, que visa conduzir o indivíduo ao desenvolvimento de uma maior percepção de si e do mundo, de seus comportamentos, pensamentos e sentimentos e das consequências destes sobre sua vida pessoal. Na psicoterapia, o cliente tem a oportunidade de ampliar as suas possibilidades de compreensão e de entender melhor as suas características, potencialidades e limites, a fim de utilizar este conhecimento em prol da sua estabilidade emocional e na efectivação de escolhas mais conscientes.
O que é a Psicologia?
Do grego, Ψυχολογία. Ψυχή (psique): alma; λογία (logos): palavra, razão, estudo.
A Psicologia constitui um ramo da ciência que estuda os processos mentais, o comportamento e a interacção do indivíduo ou do grupo dentro de contextos biológicos, sociais e culturais. Esta ciência tem origem na filosofia e alguns de seus conceitos foram inspirados em grandes pensadores, como Sócrates, Platão e Aristóteles. No final do século XIX, os académicos distanciaram as ciências da psicologia, filosofia e fisiologia, dando origem à Psicologia Moderna. Actualmente, a psicologia colabora para diversas áreas do conhecimento e da saúde.
Psicologia Clinica
Psicologia Clínica - É uma das especialidades da Psicologia e tem como objetivo auxiliar o individuo, com problemas de fundo emocional/psicológico seja ele criança, adolescente, adulto ou idoso, a expressar, entender e elaborar conflitos.
Como é realizado o trabalho? Por meio da relação de ajuda que se estabelece entre o profissional psicólogo e uma pessoa ou grupo, a fim de permitir ao indivíduo perceber, compreender e refletir sobre determinadas questões que interferem e atrapalham o desempenho de alguma atividade, a convivência em sociedade e até com si próprio.
Resultado Esperado- Crescimento e o desenvolvimento do indivíduo, levando a um melhor funcionamento e maior capacidade de enfrentar a vida. Possibilita que encontre o seu próprio caminho na busca de soluções para as suas dificuldades. Esse resultado só poderá ser alcançado a partir do comprometimento do indivíduo com seu processo psicoterapêutico.
